Missão à Guiana reforça vantagens que Base de Alcântara trará ao Brasil, diz Pedro Lucas

Após missão oficial no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, o líder do PTB na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes (MA), disse estar ainda mais convicto dos benefícios e do desenvolvimento que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, vai proporcionar ao Brasil.

“Com a geração de 10 mil empregos diretos e indiretos para a cidade de Kourou – que tem apenas 25 mil habitantes –, a receita do Centro Espacial representa 17% do PIB [Produto Interno Bruto] da Guiana Francesa”, destaca o parlamentar.

A base de lançamentos, implantada há 50 anos, pertence à Agência Espacial Europeia e é uma referência mundial no setor. O objetivo da visita dos brasileiros foi justamente trazer ideias que pudessem ser implementadas em Alcântara.

Além de Pedro Lucas, 19 parlamentares e o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Ponte, participaram da missão oficial nos dias 3 e 4 de junho.
O líder do PTB reforça que o CLA vai trazer benefícios sociais e econômicos para o Maranhão e para o Brasil.

“Não tenho dúvida disso. Em Alcântara, o centro de lançamento vai fomentar toda uma cadeia produtiva em torno da cidade. Várias empresas vão se instalar ali. Também tem a parte educacional, porque o setor vai elevar o nível educacional da cidade”, prevê.

Acordo com EUA

Mas, para que tudo isso possa se tornar realidade, Pedro Lucas ressalta que o Congresso Nacional ainda precisa ratificar o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) assinado em março deste ano entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos para uso do CLA.

A medida foi necessária para permitir o uso da base brasileira para lançamentos de satélites comerciais. Como a maioria dos componentes de foguetes e satélites são de origem norte-americana, este acordo é necessário como forma de preservar segredos tecnológicos daquele país.

“A gente espera muito que todos os congressistas possam estar cientes do desenvolvimento que esse acordo de salvaguardas pode trazer, não só para o Maranhão, mas para o Brasil”, declara o líder.

Mercado bilionário

Caso seja aprovado, o AST permitirá que o Brasil ingresse em um mercado bilionário. Apenas em 2017, o setor movimentou cerca de 3 bilhões de dólares em todo o mundo, segundo dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos.

Estima-se que exista uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano. A expectativa do governo brasileiro é que a base de Alcântara possa representar, no futuro, quando estiver em plena operação, cerca de 10% do mercado internacional do setor.

Informações Blog Maramais